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Cairbar de Souza Schutel - (encarnado na cidade de rio de janeiro, 22 de setembro de 1868 e desencarnado em 30 de janeiro de 1938, na cidade de matão). Filho do comerciante Anthero de Souza Schutel e de Rita Tavares Schutel perdeu o pai no ano de 1878 (24 de abril) e a mãe no mesmo ano (24 de setembro). Com a morte da mãe, as crianças vão viver com o avô paterno, Dr. Henrique Schutel, no Rio de Janeiro. Cairbar começa a frequentar o Colégio Pedro II, onde cursou até o segundo ano, até deixar-se levar por sua vocação passando a trabalhar em farmácia, como aprendiz e depois prático.

Em 1891, por orientação médica, deixou o Rio de Janeiro e transferiu-se para a cidade de Araraquara, no interior paulista, empregando-se na Farmácia Moura, a melhor da cidade naquela época. Trabalhou dois anos aperfeiçoando seus conhecimentos da profissão, seja na manipulação de xaropes e essências, seja na nomenclatura de medicamentos. Teve uma breve passagem por Piracicaba, onde se empregou na Farmácia Neves, retornando depois para Araraquara (1894).

No ano seguinte passa por Itápolis e depois vai para Matão, chegando no dia 13, uma sexta-feira, ano bissexto (1896), como dizia jocosamente. Matão era então uma vila, distrito de Araraquara e seu nome completo era Senhor Bom Jesus das Palmeiras do Matão. Nessa localidade Cairbar Schutel montou sua farmácia. Como farmacêutico socorria com o seu saber e com a sua caridade à cabeceira dos doentes, pois médicos na cidade não havia.

Com a elevação da então vila a município (28 de agosto de 1898), fez parte da sua primeira Câmara Municipal, instalada em 28 de março de 1889, como vereador. Foi escolhido, a seguir, pelos seus pares para ser o seu primeiro Intendente, cargo hoje de prefeito, que exerceu, inicialmente, até 7 de outubro de 1899, e, depois, de 18 de agosto a 15 de outubro de 1900. Em 1904, insatisfeito com as explicações do padre local para os constantes sonhos com o pai falecido, começa a frequentar sessões espiritas, concluindo que há vida além tumulo. Passou a estudar e em 1905 Cairbar torna-se espírita após a leitura de todas as obras de Allan Kardec, que encomendara à Federação Espírita Brasileira. Neste ano casou-se com Dona Maria Elvira da Silva e Lima (Mariquinhas) e funda o Centro Espírita Amantes da Pobreza e o Jornal O Clarim. 

Foi ardoroso defensor do Espiritismo, muito combatido na época, apesar da Constituição Federal defender a liberdade de crença. Em 1925 fundou a Revista Internacional de Espiritismo que ultrapassou as fronteiras brasileiras. Escreveu, publicou e divulgou 17 livros, editados pela Casa Editora O Clarim. Deixou extensa lista de trabalhos prestados à causa Espírita sendo, por isso mesmo, considerado o Bandeirante do Espiritismo. Veio a falecer em Matão em 1938, após curta enfermidade, tendo falecido vítima de um aneurisma cerebral às 16h15min, na mesma noite, através do médium Urbano de Assis Xavier, comunicou-se e sugeriu a seguinte frase para a lápide em seu túmulo: “Vivi, vivo e viverei porque sou imortal". De volta à Espiritualidade, foi convidado a ser o coordenador geral da cidade Espiritual Alvorada Nova.

"O Espiritismo é que vivifica. Sem espírito não há vida, não há sabedoria, não há verdade”.

Obras Literárias:
Espiritismo e protestantismo – setembro de 1944
Histeria e fenômenos psíquicos - dezembro de 1911
O Diabo e a igreja - dezembro de 1914
Espiritismo para crianças - 1918
Interpretação sintética do apocalipse - 1918
Cartas a esmo - 1918
Médiuns e mediunidades - agosto de 1923
Gênese da Alma - setembro de 1924
Espiritismo e materialismo - dezembro de 1925
Fatos espíritas e as forças X... - maio de 1926
Parábolas e ensinos de Jesus - janeiro de 1928
O Espírito do cristianismo - fevereiro de 1930
A Vida no outro mundo - outubro de 1932
Vida e atos dos apóstolos - fevereiro de 1933
Preces espíritas - 1936
Conferências radiofônicas - setembro de 1937

 
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